
Aviso: "Estamos sem médico clínico"
Pediatra também falta no Caribé
Manchetes como as acima, são constantes em todos os meios de comunicação, chegam a cansar e corremos os riscos da banalização.
Chegou, portanto, ao limite do imaginável. O discurso e as querelas políticas devem ser deixados de lado e, a ação, competência e determinação têm que reparar o vazio, o descaso que a incompetente e corrupta política de saúde pública que foi implantada nos últimos (des) governos no nosso estado.
Os governantes do passado construíram este caos e são os grandes responsáveis por este crime social, e por ele, deveriam ser punidos. Foram punidos nas urnas, mas, devem ser punidos na justiça.
Cometeram um crime de difícil reparação e por isso, devem pagar com o rigor da lei. Que venham as algemas e as penalidades da justiça, cadeia é o lugar destes homens insensíveis e irresponsáveis.
Administradores coniventes que iniciaram suas administrações, muitos deles, tinham poucos bens, mas saíram ricos, também deveriam fazer companhia a estes chefes meliantes.
Cabe, agora, ao Dr. Jorge Solla, reconhecido como competente técnico e ao governador Jaques Wagner, eleito, por esmagadora maioria de baianos revoltados e vítimas destes governantes demagogos e irresponsáveis, mas, pródigos nos gastos com o erário público, para verbas em agência de publicidade de camaradas e meios de comunicação de correligionários, implantar com urgência uma nova política de saúde.
Uma nova política de saúde começa com prioridade ao saneamento básico, descentralização da alta complexidade médica para o interior, treinamento direcionado de médicos e técnicos de saúde, com uma padronização de condutas.
Não se admite na era da informática, que as unidades de saúde, ambulatoriais e hospitalares não sejam interligadas e os dados dos pacientes armazenados via informatização, para posterior troca de informações e para que se possa ter dados confiáveis que venham a ser disponibilizados para estudo, pesquisa e diagnóstico das prioridades.
Um combate efetivo à esquistossomose, doença de Chagas e outras doenças tropicais, deve ser efetivado com determinação e racionalização de custos.
A compra de medicamentos, equipamentos médicos e outros insumos deve ser centralizada para acabar com a corrupção, diminuir os custos e evitar perda de medicamentos por vencimento do prazo de validade.
Acreditamos e esperamos que a SESAB, sob o comando do Dr. Solla, venha a reverter este caótico estado em que se encontra a assistência médica baiana.
É sempre bom lembrar que já se passaram quase seis meses e que paciência tem limite e, para quem trabalha em emergência, sabe-se que o tempo entre a vida e a morte numa parada cardio respiratória não pode passar de três minutos.










