Eduardo Leite

MEDICINA EM GERAL, GASTROENTEROLOGIA,CIRURGIA GERAL,CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO,ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA,PSICOTERAPIA ANALITICA,FILOSOFIA,MOTOCICLISMO,TEMAS SOCIAIS

Sábado, Fevereiro 06, 2010

A QUEM CABE O ÔNUS DAS PROVAS?

Graças à imprensa, a tão sonhada e desejada liberdade tem traçado os rumos da nossa democracia. Amada pelos políticos quando na oposição e detestada pelos políticos quando na situação, a imprensa, bem ou mal faz a sua parte.

As constantes denúncias e as incontestáveis evidências da corrupção que atingem os partidos políticos ditos de direita ou de esquerda e os seus corruptores, estes na maioria, os grandes grupos empresariais que constituem o regime capitalista, são diariamente reportadas pelos diversos meios de comunicação.

Como vivemos num país sem tradição à leitura e onde 50% dos que sabem ler não entendem o que lêem, estas matérias jornalísticas a respeito da corrupção generalizada são amplificadas nas Tvs, nas rádios AMs e via internet.
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Apesar das denúncias, muitas delas constatadas pela polícia, pela Procuradoria Estadual ou Federal, os processos e as devidas condenações, deixam muito a desejar. E, o que é pior, em alguns casos, o denunciante acaba como réu.
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Só para citar um exemplo, o mega investidor Daniel Dantas, envolvido em inúmeros escândalos financeiros, tem os seus processos suspensos e o Juiz Federal que o condenou passa a ser investigado pela própria Justiça Federal.

Estas distorções são frutos das aberturas judiciais a que ´´todo`` cidadão tem direito caso tenha recursos financeiros para bancar os mais renomados advogados e ´´sensibilizar`` alguns desembargadores, juízes ou outras autoridades.

Cabe ao denunciante o ônus da prova, esta, a grande saída dos ratos de plantão e ´´renomados`` homens públicos de grande ´´valor`` social. Perguntamos; e as evidências não contam? Não caberia às autoridades o dever de investigar? Afinal, para que foram constituídas? A polícia não investiga e promove a denúncia anônima para prender traficantes ? Quem é pior? O traficante ou o gestor que rouba verba da educação e da saúde, por exemplo?

Não tenho dúvidas, que mais de 80% das denúncias a respeito dos diversos delitos no meio empresarial e político sejam verdadeiras e se houvesse interesse das autoridades públicas, elas, seriam desvendadas e seus autores pagariam pelos seus delitos. Delitos esses, que resultam na mais absurda injustiça social no nosso País.

O que vemos é o oposto. Razão pela qual, a impunidade impera graças aos espúrios acordos políticos entre verdadeiras gangues de políticos que antes se degladiavam e, agora posam de grandes companheiros.

Finalizando, cito como exemplo, o lamentável silêncio da CPI a respeito da quadrilha da EBAL, este silêncio, graças a um jornalista, Jânio Lopo, da Tribuna da Bahia, deixa de existir e pelo menos, abre uma honrosa exceção.

O mais comum, como meio de defesa, dos denunciados é responder através de emissários disfarçados de assessores, com informações falsas a tentar distorcer a quem faz a denúncia adjetivando de invejoso, incompetente ou tentar desqualificar e ameaçar com processos por difamação e injúria. Pode provar!? Cadê a prova!? É o grito primeiro desses vermes que constroem o caos na educação, na saúde e na segurança, dentre outras prioridades sociais.

Como exemplificamos os acordos políticos com os maestros da falência da EBAL (leia-se; Otto Alencar e ``grupo´´, cujo prejuízo aos cofres do poder público foi de 600 milhões de reais, sem correção, há 5 anos, e o atual governo, Jaques Wagner, passa a ter mais um escândalo ´´ esquecido `` em baixo dos tapetes dos imorais homens com bens dos outros. Isto tudo, em nome de um projeto de poder! Nada mais.

Dedico esse texto ao Juiz de Direito Alexandre Martins de Castro Filho, assassinado pela máfia do judiciário do Estado do Espírito Santo, aos jornalistas, aos radialistas, aos blogueiros e a todas as pessoas que não se silenciam antes os atos indevidos de quem quer que seja, e não sonham apenas, por uma sociedade mais justa, digna e igualitária para todos.
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Eduardo Leite
gastroajuda@hotmail.com
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Sábado, Janeiro 30, 2010

LIPOASPIRAÇÃO E ERRO MÉDICO, EM QUESTÃO.




Desta vez, a clínica era bem estruturada e o cirurgião plástico faz parte do seleto grupo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Mas, a paciente veio a óbito. A necropsia definiu a causa mortis; hemorragia interna por lesão da veia renal do rim esquerdo.
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Em questão, o erro médico, de volta aos noticiários diários. Saber da possibilidade de cometer um erro médico é a verdade que atormenta o médico. Não existe na face da terra um único cirurgião ou clínico que não tenha cometido um erro médico e ter tido vários maus resultados.
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Outro tema a ser discutido: o que é erro médico e o que é mau resultado. São diferentes e a linha de diferenciação é muito tênue. E, o mais difícil, a reparação desse erro em caso de lesão grave ou morte.
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O caso dessa jovem jornalista, pelo que foi exposto, trata-se de um erro médico. Erro esse, que se agravou porque não foram prestadas à paciente as condutas reparadoras que poderiam ter evitado o lamentável desfecho.
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Acontece que esse procedimento, a reparação da veia renal lesada, na maioria dos casos, não está factível à maioria dos cirurgiões plásticos habilitados pela SBCP ou não. Mesmo que eles tenham tido estágio ou residência em cirurgia geral.
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Exige-se ao médico candidato à cirurgia plástica dois anos em residência de cirurgia geral. Acontece que isso só funciona na teoria, pois, na prática a expertise em cirurgia geral para reparar uma lesão renal no curso de uma lipoaspiração é adquirida com a experiência ao longo do exercício da especialidade e não um período de um a dois anos em cirurgia geral.
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Cirurgia geral é uma especialidade que exige muito estudo e principalmente experiência em emergências e preparo psicológico. É exigida do cirurgião geral, a capacitação em cirurgia vascular, cirurgia ginecológica, cirurgia plástica reparadora, cirurgia de mão, cirurgia de cabeça e pescoço, cirurgia urológica, cirurgia ginecológica, cirurgia torácica e cardíaca.
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Hoje, com a proliferação das especialidades é difícil ter um cirurgião geral que atenda a tantos desafios. Além disso, os jovens médicos estão cada vez mais deixando de optar por cirurgia geral e indo a busca de especialidades cirúrgicas mais restritas.
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Diante da repercussão a que este novo caso passou a ter, especula-se, desde já, na proibição de procedimentos cirúrgicos em clínicas sem UTI e sem a presença de um cirurgião geral.Realmente, ser submetido a um procedimento cirúrgico que necessita de anestesia geral, em um hospital é mais seguro do que numa clínica sem a infra estrutura para uma complicação grave.
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Mesmo assim o erro médico e os maus resultados não estarão livres de acontecer. Também deve-se considerar que essa medida implicaria em sobre carga na deficitária rede hospitalar pública e privada e, teria uma significativa alta nos custos desses procedimentos que são realizados em clínicas de cirurgia plástica, de otorrino, de oftalmologia e outras.Um erro nunca vem só. Sempre vem acompanhado de vários fatores.
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Na medicina um erro a ser evitado é justamente a respeito da indicação de qualquer procedimento clínico ou cirúrgico. É importante discutir a indicação do procedimento médico, sobre seus riscos, seus custos e seus benefícios devem sempre ser bem avaliados.
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Em nome da ´´ beleza`` ideal muitas vidas têm sido precocemente perdidas.Vivemos numa sociedade onde a aparência e o dinheiro é a principal razão do existir. Temos muito a estudar e a praticar sobre o que realmente somos e o que queremos.
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Eduardo Leite

Sexta-feira, Janeiro 22, 2010

PROPAGANDA NÃO. COMPETÊNCIA, SEMPRE.

O sentimento negativo não faz bem, por ser de decepção, de repúdio, de raiva e frustação. Faço tudo para não escrever tendo esses sentimentos rodeando os meus pensamentos. Mas como evitá-los? Omiti-los? Sintir-me-ia insignificante, covarde e o que é pior, conivente.
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Refiro-me a dois fatos que me perturbaram durante toda essa semana, referentes ao caos que continua a reinar na saúde pública do nosso Estado.

Primeiro foi a nota do jovem e talentoso repórter, Rafael Velame, a respeito do Hospital de Santo Antônio de Jesus, recentemente, inaugurado com pompas e foguetório – prática essa em véspera de eleições típicas do PFL .

``Inaugura mas não funciona`` , era a manchete do texto do citado jornalista, http://www.blogdovelame.com/post.asp?id=852

Verdade. Inauguraram o hospital que não funciona como anunciado. Planejamento típico dos gestores inconseqüentes, irresponsáveis e merecedores do repúdio de toda a nossa Bahia de todos os Santos e uns tantos malandros.

Dizer que não funciona por falta de médicos é mentira. Temos médicos em condições de tocar não só esse hospital como 10 desses que sejam construídos.

Esse Hospital de SAJ-estadual-, assim como o Hospital da Criança de Feira- municipal-, foram construídos para enganar o povo carente que, nos 40 anos de carlismo, comeu o pão que ACM e seu grupo amassaram. Agora, continuam a comer o pão que o PT amassa e, da mesma maneira midiática do PFL/DEM, tenda passar goela abaixo.

O segundo fato que me irritou foi ao ver o noticiário da TV Subaé, a respeito da quebra do tomógrafo do Clériston e que o mesmo não terá concerto. Um hospital como o HCA nunca poderia contar com um único tomógrafo, por isso, quando diretor solicitei a compra de dois. Também solicitei a substituição dos aparelhos de RX e a compra de mais seis aparelhos portáteis.Caso os aparelhos de RX venham a quebrar a situação vai ficar insustentável .

Se uma reforma e ampliação da cozinha levaram três anos para ser concluída, imagina-se que a ampliação da sala de tomografia e montagem do novo tomógrafo deverá vai levar outros três anos.

Pior, muito pior seria se o Deputado Colbert Martins não tivesse a sensibilidade de atender a meu pedido- quando era diretor do HCA- de dotar verba federal para comprar esse novo tomógrafo que encontra-se encaixotado num dos corredores do Clériston.

Tenho certeza absoluta que se o custo de todas as placas alusivas às construções a que o governo Wagner é obrigado a executar , fosse aplicado na ampliação da sala de tomografia do HCA , sobraria dinheiro.

A experiência como diretor do Clériston me deu muitas alegrias e uma grande tristeza. De tudo que mais me entusiasmou como diretor desse importante e estratégico Hospital foi provar que , com competência, determinação e planejamento pode-se ter uma saúde pública digna, eficiente e honesta.
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A minha maior tristeza foi saber que a incompetência, a irresponsabilidade, a falta de compromisso político e a prática da corrupção, não são características só dos pflistas/democratas. Partido político que gerou muitos gestores no passado e que foram os responsáveis pelo o caos na saúde pública e que os atuais gestores petistas mostram-se competentes aprendizes.
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Eduardo Leite

Sexta-feira, Janeiro 15, 2010

PARA O POBRE, NADA. DO POBRE, TUDO.


´´Os homens são tão simplórios, e se deixam dominar pelas necessidades do momento, que aquele que enganar achará sempre quem se deixe enganar.``
Maquiavel


A festa da lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bomfim, em Salvador-Ba, já foi boa. Hoje, por causa dos políticos e grupos que exploram as festas populares, virou um palco de exibicionistas e falsos samaritanos.

Não se trata de saudosismo. Na realidade essa festa que já foi popular, inicialmente, elaborada de maneira espontânea pelo povo festeiro e adeptos do candomblé. Era só alegria e só tinha gente pobre. Nada de comércio com preços abusivos.

Com o sucesso a cada ano vieram os empresários das festas e os políticos a procurarem espaço e divulgação barata. Políticos de todos os tipos. A maioria, independentemente, se da esquerda ou da direita se pareciam na demagogia e nos falsos sorrisos.

Foram esses os empresários e políticos que da mesma maneira como desvirtuaram a bela lavagem do Bomfim, desvirtuaram o popular, gostoso e alegre carnaval.

O carnaval de Salvador deixou a Praça Castro Alves que era do povo e foi para a Barra e Ondina. Os blocos cada vez mais comerciais, segregam os que fizeram a alegria do carnaval através de suas cordas.
O carnaval de Salvador já era. Virou uma festa besta, metida a esnobe em camarotes hi-tec regado a whisky de origem duvidosa.

Esses pseudos empresários protestam contra o vice-prefeito, Edvaldo Brtito, também Coordenador do Carnaval, por exigir o mínimo de direito trabalhista para esses pobres miseráveis que aquentam o pão que a fome desses degenerados empresarios amassou a cada dia de trabalho de mais de oito horas, ao custo que varia de 8 a 10 reais.

Exige-se o fornecimento de três litros de água, protetores auriculares, alimentação e sapados apropriados.

Direitos esses, que os sedentos exploradores da alegria que já foi do povo, querem diminuir ou abolir. Já conseguiram diminuir a cota de água e os sapatos. Só não diminuíram a sede incomensurável de explorar o seu semelhante.
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Eduardo Leite

Sábado, Janeiro 09, 2010

HONORÁVEIS BANDIDOS

Sugiro a leitura do livro Honoráveis Bandidos, escrito pelo jornalista Palmério Dória. O mesmo retrata de maneira didática, às vezes irônica, outras tantas bem humorada sobre o cenário político dos últimos cinqüenta anos, com enfoque especial sobre o atual presidente do senado federal, José Sarney. Nunca é demais repudiar e denunciar os desmandos políticos que tantos males causam à Nação.

´´De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto``. Já protestava o célebre jurista baiano Ruy Barbosa.

Constatamos que daquela época para cá a corrupção política alcançou índices antes, quem sabe, inimagináveis. Da mesma maneira que constatamos que este quadro quase generalizado no meio político chegou a um ponto insustentável.
Necessitamos urgentemente de uma mudança no judiciário e na política que permita punição exemplar a esses bandidos que se dizem acima do bem e do mal.

Os constantes escândalos envolvendo grandes construtoras e governantes em quase todos os estado brasileiros, escândalos esses, bem documentados e esclarecidos pelo MPF, pela CGU e pela Polícia Federal, da mesma maneira, o mensalão do PSDB, do PT, do PTB e o mais recente do DEM em Brasília. Este último, ricamente documentado via vídeo e áudio.

Lamentavelmente vemos hoje, na Bahia, os mais absurdos acordos e associações políticas com figuras envolvidas nos mais diversos escândalos na política, com os seus adversários do passado que, para se perpetuarem no poder rasgam os seus inflamados discursos ditos de esquerda e comprometidos com a moralidade. Como é o caso das associações do governo Jaques Wagner-PT, com os ex-carlistas que debandaram do PFL-DEM e se filiaram nesses partidos oportunistas.

O que poderá estar atrás desses incompatíveis grupos? Interesses sociais?Jamais. Esses acordos espúrios com figuras que se imaginavam antagônicas, só têm uma única finalidade: esconder os seus atos corruptos quando governo e manter os seus interesses financeiros. Nada mais.

Esta corrupção é que desvia os recursos da União e do Estado, que iriam para a educação, para a saúde, para a segurança, para o transporte urbano, para o saneamento básico, para a conservação das esburacadas e sem acostamento estradas federais e estaduais. Razão pela qual continuamos com o caos criminoso na saúde, na educação e na segurança pública.

O cidadão que se omite ante estes criminosos sociais, de maneira direta, colabora com a continuidade dessas lamentáveis práticas.

Ter a coragem de elaborar uma obra que denuncia de maneira didática e lúcida, a corrupção no nosso país como faz o jornalista Palmério Dória, além de dignificar a classe do jornalismo imparcial e competente, distingue o cidadão que não se cala antes a estes ´´ poderosos `` marginais.

Eduardo Leite
gastroajuda@hotmail.com

Quarta-feira, Dezembro 30, 2009

SONHAR, SEMPRE.


2010, um novo ano a ser vivido, a ser amado, a ser sonhado e trabalhado. Nada mais. Um universo atemporal, circuscrito temporariamente em 365 dias. Nele temos tudo para sermos uma Nação mais justa e igualitária para todos. Não somos.
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Não que nos falte riquezas nessa imensidão territorial, continental, sem terremotos, sem vulcões, sem variações climáticas perturbadoras, onde vive um povo ordeiro e que só fala uma única língua, sem dialetos.

Porque tanta injustiça social? Porque tanta corrupção? Porque faltam investimentos substanciais na educação, na segurança, na habitação, na saúde pública, no saneamento básico, no incentivo ao pequeno e ao médio produtor rural, comercial e industrial?

A corrupção campeia e se alastra a todos os segmentos sociais. Não podemos jogar toda a culpa por esse câncer- a corrupção- só nos políticos indignos.

Apesar do comprometimento dos diversos segmentos sociais envolvidos com a corrupção, não podemos deixar de sonhar ou ter a esperança de vivermos num país mais justo e igualitário para todos.
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Finalizando, quero aqui agradecer a todos que me honram com a visita a este espaço e desejar a todos um 2010 com muita saúde e principalmente sonhos e esperanças que venham a ser de utilidade para todos que vivem e constroem esse Universos maravilhoso.
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Eduardo Leite

Sábado, Dezembro 19, 2009

QUEM É INCOMPETENTE OU ROUBA MAIS?



Gostaria de escrever sobre temas mais agradáveis, que falassem sobre ganhos sociais, que a convenção de Copenhague tivesse sido racional ou outro tema. Mas, infelizmente, só temos a comentar sobre os mais deploráveis desmandos na esfera social e política. Fazer o que?

Mas a disputa entre o deputado federal ACM Neto do PFL-DEM e o deputado estadual Zé Neto do PT, sobre quem gastou ou gasta mais com verbas publicitárias na Bahia, me motivou a abordar esse tema sobre verbas publicitária com o dinheiro do povo .

E aqui, agora, me faço representar, com o direito que a democracia permite a todo cidadão brasileiro não residente em Cuba ou na China, de se indignar e protestar da maneira que lhe for possível.

No ano passado, já fiquei super chateado ao saber que o governo Jaques Wagner destinaria para o ano de 2009, em verba publicitária o equivalente a 5 hospitais da Criança ou a mais de 25 reformas no Hospital Clériston Andrade.

Ou seja: 128 milhões de reais em verbas publicitárias. Antes de iniciar esse texto, telefonei para o jornalista Glauco Wanderley, perguntando se ele sabia o valor dos gastos do governo Paulo Souto com publicidade, ele, Glauco, me respondeu que não saberia ao certo e que esses dados por motivos dos mais diversos, não são confiáveis.

Foi o suficiente para concluir esse meu texto e deixar um recado para esses dois deputados: os senhores do DEM e do PT, fiquem calados, pois são farinha do mesmo saco.

Os deputados deveriam protestar isso sim, contra esse absurdo de gastar verbas milionárias com publicidade inconseqüente, que faz falta na educação, na saúde e na segurança pública e, só traz lucro aos grandes empresários da mídia e de grupos de publicitários ligados a políticos. Como por exemplo ao grupo Bahia, cujo espólio de origem duvidosa é vergonhosamente disputado entre seus insaciáveis herdeiros.

Por fim, gostaria de desejar a todos um Feliz Natal e que não percam a esperança de termos políticos verdadeiramente dignos de serem abraços e reverenciados como homens de bem, afinal somos todos irmãos nesse Universo maravilhoso que nos une.

Eduardo Leite
gastroajuda@hotmail.com

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