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Domingo, Outubro 28, 2007

ANTIINFLAMATÓRIOS E ANTIGRIPAIS. SILÊNCIO CRIMINOSO


Estes medicamentos que são prescritos constantemente quando não automedicados, resultam em sérios problemas como complicações renais, hepáticas dentre outras.

Com o pandemia da Dengue, nunca se usou tanto paracetamol (Tylenol, o mais conhecido comercialmente) como nas últimas décadas. Para qualquer dor, usa-se antiinflamatório não hormonal, como o diclofenaco (Voltarem ou Cataflam, os mais conhecidos).

A indústria farmacêutica é pródiga em propaganda sobre a´´ maravilha`` destes medicamentos e da mesma maneira financia estudos duvidosos sobre estes resultados ´´maravilhosos``.

Mas, silenciam, quantos aos graves problemas que estas duas drogas podem causar. Basta acessar a internet que veremos o baixo número de artigos que comprovam estas complicações.

Para cada milhão de americanos nascidos nos EUA, mil deles serão renais dependentes de hemodiálise por uso abusivo de antiinflamatórios não hormonais.

No nosso caso, devido ao baixo poder aquisitivo, para cada milhão de brasileiros nascidos, em média, 260 serão nefropatas dependentes de hemodiálise.

A associação de diclofenaco e paracetamol é mais danosa ainda, pois além das complicações renais podem existir as complicações hepáticas.

E, esse risco é difundido por causa dos antigripais que na sua grande maioria tem na sua composição o paracetamol e como na síndrome gripal é comum o uso de antiinflamatório.

Outro risco ainda é o uso de antigripais que contem paracetamol quando usado em alguns tipos de viroses cuja reação colateral pode levar a graves intoxicações hepáticas que podem levar à morte.

Estima-se que o uso prolongado de diclofenaco seja o responsável pela causa morte de pessoas acima de 60 anos.

As complicações gastrointestinais, como, gastrites, úlceras e sangramento que podem levar a óbitos são em grande número, causados pelo uso destes antiinflamatórios.

As pessoas devem ser educadas e orientadas pela classe médica para estes riscos e conscientizadas que medidas não medicamentosas em muitos casos de dores ou sindrome gripal, podem levar à melhores resultados.

O silêncio por parte da indústria farmacêutica se não criminoso, pelo menos, é comprometedor.

Eduardo Leite

Sexta-feira, Outubro 26, 2007

POR QUE DIFAMAR O DR. JORGE SOLLA?

Li uma matéria online que referia-se ao Dr. Jorge Solla como um Secretário de Estado venal que, acobertava grupos de médicos que ganhavam de maneira duvidosa até 25.000,00 reais/mês.

Não é a primeira vez que deputados ex-governistas e saudosos das oportunidades ilícitas, essas de fato, que a SESAB oferecia aos seus amigos e parceiros de trambicagens, onde não só a SESAB era usada como moeda política mas, como meio para obter lucro fácil com o erário público.

Nas últimas décadas a SESAB foi usada por dirigentes que se não eram corruptos chegaram ao máximo da incapacidade administrativa ou da inocência oligóide.

A rede hospitalar em todo o Estado, na sua expressiva maioria, está em precário estado em toda a sua estrutura, elétrica hidráulica e, o que pior os equipamentos médicos, como tomógrafo, RX, monitores de UTI, há vários anos sem manutenção.

Evidências de licitações superfaturadas são comprovadas em muitas auditorias já realizadas pela atual administração.

Os desvios em órteses, próteses ortopédicas e outros insumos, constituem, por si só, desvios ou mal direcionamento de verbas públicas que resultaram em grandes somas. Estes desvios também estão sendo investigados.

Na atual administração, médicos que recebem honorários por trabalho fantasma estão sendo investigados assim como fortunas misteriosas estão sendo esclarecidas.
Citando um exemplo do Clériston Andrade, onde uma ex-diretora tentou livrar a pele de médico-empresário fantasma que não trabalhava, emitindo documentos falsos.

Uma campanha sórdida elaborada como retaliação por uma falsa cooperativa médica retirou do mercado médicos especialistas , em especial: anestesistas, intensivistas e cirurgiões, que resultou em significativo desfalque nos plantões dos principais hospitais da SESAB.

Para diminuir o caos em que já se encontrava o atendimento de urgência nos grandes centros, a SESAB teve que aumentar os honorários destes especialistas, como também permitir que um só profissional desse mais de 3 plantões de 24 hs.

A campanha difamatória que se faz contra o atual Secretário Estadual da Saúde, tem um único objetivo: encobrir ou barrar as investigações que nominarão os verdadeiros picaretas que usaram a Secretaria da Saúde como moeda política e para enriquecimento ilícito.

Sábado, Outubro 13, 2007

Dr. JORGE SOLLA, VISTORIA AS REFORMAS DO HOSPITAL CLÉRISTON ANDRADE



Hoje, no Hospital Clériston Andrade, tivemos a visita do Secretário Estadual da Saúde, Dr. Jorge Solla, veio acompanhado de três diretores da SESAB, Dr. Amauri Teixeira, Diretor Geral, Dr. Fábio, Diretor da DAM, Eng. Mara Clécia, Diretora do Departamento de Planejamento e o Diretor Administrativo do HCA, Vinícios Lomanto, chegaram às 11 horas e retornaram às 13.30.

Além deles, vieram, o Dr. Luis Alberto Carneiro, Diretor Geral da SUCAB (Superintendência de Construções Administrativa da Bahia), e o Assessor do Sen. João Durval, Dr. Silvio Romero.

Esta reunião de trabalho foi para vistoria das reformas do Ambulatório, Pronto Socorro, ampliação do número de leitos, serão 70 novos leitos de Enfermaria e 20 de UTI, além do início da reforma da Cozinha, Central de Esterilização e do Centro Cirúrgico.

Estas obras são de fundamental importância para que possamos dar um atendimento mais humanizado e eficiente. Ao longo da sua história o HCA teve algumas modificações positivas como Banco de Leite, a nova UTI de Adultos, UTI Pediátrica e UTI Neonatal.

Mas, infelizmente, não foi dada a devida importância na manutenção dos equipamentos e da própria estrutura predial, além do uso do HCA como moeda política o que gerou desmandos e sucateamento de todo o hospital.

A cidade passou de 150.000 para mais de 500.000 habitantes, também, aumentou e muito, o número de habitantes das mais de 130 cidades que tem o Clériston como referência.

Apesar do substancial aumento populacional, o Clériston não passou de 256 leitos, sendo esse um dos fatores que mais sobrecarrega o hospital.

Esta visita do Dr. Solla com parte da sua Diretoria e com o Diretor da SUCAB, Dr. Luis Alberto Carneiro, num sábado, para fiscalizar e ampliar reformas indispensáveis a um melhor atendimento de Emergência, a este vasto contingente de pessoas carentes da nossa região, nos deixa mais motivados e com a certeza de que temos por parte do Governo Wagner, empenho e determinação para as melhorias do Hospital Clériston Andrade e da Saúde no nosso Estado como um todo.

Eduardo Leite
eduardoleite@gastroajuda.com.br
http://www.gastroajuda.com.br/

Domingo, Outubro 07, 2007

SAÚDE PÚBLICA, PRIVADA E DIA DOS MÉDICOS. NADA A COMEMORAR.



Por mais que seja investido no sistema de saúde pública, SUS, mantendo o mesmo modelo, o sistema continuará ineficiente.

A evolução da medicina nos últimos 20 anos foi fantástica e continua evoluindo.

Acontece que os grandes equívocos na formação do médico continuam e o mau uso dos recursos tecnológicos explorados pela sede insaciável do regime capitalista, cuja vertente principal inverte a pirâmide social onde o ter supera o ser.

A falta de padronização de condutas faz de cada médico um senhor absoluto da razão.

Só para citar um exemplo, na gastroenterologia, onde a absurda variedade de conduta no tratamento de uma simples gastrite resulta em bilhões de reais em gastos desnecessários com a prescrição de antibióticos e endoscopias com biópsias de questionáveis indicações.

A associação inescrupulosa de grupos médicos com advogados de empresas farmacológicas, de ortéses e próteses para obterem liminares na justiça, para imporem tratamentos duvidosos, é vergonhosa e, em muitos casos, danosa à saúde dos pacientes além de resultar num desfalque aos cofres públicos.

Ao passo em que evoluímos na tecnologia dos meios diagnósticos e nas ditas drogas ´´miraculosas`` crescemos substancialmente em pacientes renais e hepatopatas, por uso indiscriminado de antiinflamatório, antibióticos e transfusões de sangue.

Nos países de primeiro mundo os problemas são os mesmos e os números mais significativos em alguns casos.

Para cada milhão de americanos, 1.000 deles, farão hemodiálise pelo uso indiscriminado de antiinflamatório e outros medicamentos.

No Brasil, para cada milhão de brasileiros, 250 a 280 farão hemodiálise pelo mesmo motivo dos americanos.

No nosso caso a vitória por esse baixo índice em relação aos americanos do norte não é da medicina e sim da baixa renda salarial nossa. Só esse exemplo é bastante significativo para vermos como o uso indevido da medicina agrava a uma nação.

Os hospitais públicos e privados no Brasil andam superlotados e o atendimento cada vez mais caro e precário.

Esta incoerência é fruto de uma assistência médica básica e de média complexidade ineficiente e corrupta em muitos casos, por falta de um planejamento onde a medicina preventiva fica em terceiro plano e a medicina curativa é agraciada pelos lobistas vampiros que representas os empresários da indústria da doença.

Essa realidade, infelizmente, é bem explícita na nossa cidade e nas cidades da nossa região, onde os postos da prefeitura e do PSF (Saúde da Família) funcionam de fachada com números significativos de atendimento, mas que não resultam em boa eficiência.

Um serviço público municipal de baixa resolutividade e má qualidade resulta em emergências superlotadas que acabam dando um atendimento de má qualidade.

Se não houver uma mudança substancial no ensino médico onde a influência da indústria farmacêutica seja expurgada das universidades e, as sociedades de especialistas incentivem à padronização de condutas, a sociedade continuará sendo vítima de uma medicina cada vez mais desgastada.

Associada à mudança no ensino médico tem que haver por parte do Governo Federal uma política de saúde que priorize a medicina preventiva, incentivo às entidades realmente filantrópicas, valorizar a remuneração do atendimento médico básico e de média complexidade.

Maior controle sobre os grupos médicos que exploram as doenças e que são agraciados com mais de 65% das verbas do SUS, verbas essas que fazem a felicidade dos vampiros e sanguessugas do sistema público e privado.

O descrédito da sociedade aos médicos é preocupante e cada vez mais é crescente.

Os culpados por esse descrédito é a própria classe médica e o sistema público de saúde.

A classe médica por ser desunida por trilhar na incerteza da falta de conscientização profissional e o sistema público ao manter uma política de saúde equivocada e controle ineficiente sobre os gastos.

Neste mês em que é comemorado o dia do médico, com certeza, infelizmente, pouco a comemorar.

Eduardo Leite

www.gastroajuda.com.br
eduardoleite@gastroajuda.com.br

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