MEDICINA EM GERAL, GASTROENTEROLOGIA,CIRURGIA GERAL,CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO,ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA,PSICOTERAPIA ANALITICA,FILOSOFIA,MOTOCICLISMO,TEMAS SOCIAIS

Sábado, Agosto 25, 2007

NA DISPUTA PELO H.D.PA, TODOS SAEM PERDENDO.



A assistência médica pública nunca foi tão usada como moeda política, como nestes últimos 30 anos, infelizmente.

Em 1977, Feira de Santana tinha 120.000 habitantes e aproximadamente 48 médicos,hoje, tem mais de 500.000 habitantes e é referência em medicina para mais de 3.500.000 de pessoas.Tanto a rede hospitalar pelo SUS e particular não acompanharam o crescimento de Feira e região, resultando em hospitais superlotados .

Os investimentos em saneamento básico, medicina preventiva e atendimento básico à saúde, sempre foram insuficiente e de má qualidade.

Para encobrir estas deficiências, hospitais subdimencionados e ambulatórios foram construídos, coincidentemente, muitos, inaugurados em véspera de eleições.

A falta de investimentos substanciais em medicina preventiva, a formação equivocada dos médicos, a influência comercial da indústria farmacêutica junto aos estudantes de medicina e aos médicos formadores de opinião, a falta de padronização de condutas e tratamentos médicos, a priorização de procedimentos de alta complexidade e tratamentos médicos em cirurgia cardíaca, hemodiálise, oncologia, transplantes e próteses especiais, bancos de sangue, todos estes fatores contribuíram substancialmente para que os hospitais públicos e privados tivessem um aumento no atendimento de urgência.

Hospitais com muita procura é prova evidente de um atendimento básico precário que só favorece a indústria da doença e aos grandes grupos empresarias que exploram os serviços de alta complexidade bem remunerados pelo SUS.

Estas distorções têm que ser corrigidas pelo poder público e a rede nacional de Santas Casas de Misericórdias e outras instituições verdadeiramente filantrópicas devem ser priorizadas e ter um controle efetivo pelo Estado.

Aqui, em Feira de Santana, o Hospital Dom Pedro de Alcântara, nos últimos trinta anos, praticamente, serviu de moeda política para o atual grupo político, que além de levar o hospital a uma situação de inadimplência, privilegiou e ainda privilegia, vide convênios, a grupos empresariais da oncologia, cirurgia cárdica e dos procedimentos de meio de diagnóstico de alta complexidade.

Com recursos federais o H.D.P.A. foi modernizado e encontra-se, praticamente, com mais de 50% da sua capacidade ociosa, sem pagar os salários atrasados dos funcionários. Como se não bastasse, o governo municipal dificulta ajuda estadual e federal para a reestruturação do H.D.P.A.

Logo quem é o grande mentor deste lamentável entrave político? O Prefeito José Ronaldo, que, todos sabem foi o grande beneficiado político que como gerente, depois, diretor geral do H.D.P.A. e provedor, iniciou-se com sucesso na carreira política.

Não acredito que o Prefeito José Ronaldo,seja o mentor destas atitudes incoerentes em relação à Secretaria de Saúde do Estado e ao H.D.P.A, por vontade própria.

Com certeza, uma minoria do seu grupo político ,este, provavelmente, defendendo os interesses comercias de determinado grupo empresarial médico que, com certeza, só está interessado em lucrar às custas da Santa Casa, apenas, o que nos deixa revoltados e decepcionados.

Enquanto estes entraves políticos persistem, a assistência médica hospitalar na nossa região continua cada vez mais precária e, o que é pior: vítimas inocentes morrem por falta de leitos hospitalares.

Eduardo Leite
eduardoleite@gastroajuda.com.br

Domingo, Agosto 19, 2007

TRANSFERÊNCIAS INDEVIDAS.


Não só na assistência médica pública como, também, na assistência médica privada, transferências de pacientes, na sua maioria, são feitas de maneira inadequada.


Submeter um paciente a uma transferência sem condições adequadas é uma temeridade e deve ser evitada a todo custo.


A condição básica para o transporte de um paciente de uma unidade hospitalar para outra deve ser analisada por critérios médicos bem definidos, inclusive, definir o custo benefício desta transferência.


Como admitir uma transferência de um paciente considerado grave para outra cidade sem ao menos saber se a unidade hospitalar a que será encaminhado o paciente está com disponibilidade de vaga e equipe médica necessária para o atendimento?


Recentemente, uma paciente com 89 anos foi transferida para o HCA com provável indicação de UTI, numa ambulância sem assistência médica, com uma ficha de transferência, pobre em dados clínicos e evolução médica e sem saber se havia vaga na UTI.


Valeria o risco de submeter uma senhora com 89 anos a uma viagem perigosa às 3 da manhã numa ambulância sem nenhuma condição de reverter uma complicação do quadro clínico?


Porque submeter uma paciente há mais de duas horas de espera numa ambulância se o médico do HCA já havia estipulado que não havia vaga e que só duas alternativas existiam: voltar à unidade hospitalar que havia transferido indevidamente à paciente ou continuar a viagem à Salvador?


Porque tanta insensibilidade, mesmo sabendo que o hospital passa por indispensáveis reformas, encaminhar uma paciente considerada grave sem ao menos comunicar? Porque não considerar os avisos emitidos pela diretoria a respeito de transferências e das reformas na emergência?


É o Hospital Clériston Andrade obrigado a assumir erros de outro hospital? A quem interessa denegrir uma instituição tão importante como o HCA?


Eduardo Leite

Domingo, Agosto 05, 2007

VIA VERITAS ET VITTA



O caos na saúde pública é uma realidade lamentável que cada vez mais fica difícil de ser solucionado.

Sempre debatemos estes assuntos em jornais, rádios e no nosso blog www.eduardoleite.blogspot.com e www.hospitaldompedro.blogspot.com e acreditamos ser a formação do médico o grande fator que contribui para este caos aliado à equivocada política de saúde onde a medicina preventiva é tratada com poucos recursos mas, a medicina dita curativa é mais valorizada e, mesmo assim de forma equivocada na maioria dos governos quer federal,estadual ou municipal.
É costume inaugurar postos de saúde e hospitais em vésperas de eleições, mas, não se investe na formação destes médicos que irão atender nestes postos e hospitais.

Em Feira, recentemente, foi inaugurado o Hospital da Criança que não atende emergência e cuja capacidade operacional é limitada mesmo para procedimentos eletivos.

Da mesma maneira como foi inaugurada uma caríssima UTI no Hospital Clériston Andrade, mas quando chove tem mais goteira do que promessa em palanques.

Tem uma unidade hospitalar de maternidade, mas não tem UTI para as mães de alto risco. O hospital Dom Pedro de Alcântara, todos sabem, sempre foi explorado e servido por políticos ávidos por votos e cegos às necessidades sociais.
Porque o Hospital Dom Pedro de Alcântara ao longo dos últimos trinta anos não investiu em Banco de Sangue, lucrativo empreendimento mesmo pelo SUS , assim como Hemodiálise, Cintilografia do Miocárdio, Oncologia, Cirurgia Cardíaca?

Poderia, também, os senhores Provedores da Santa Casa, terem investido em outros meios modernos de diagnóstico como Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética, Ultra Som e Ecocardiograma.

Destes Provedores um só pensou assim, mas esperava contar com a ajuda do governo estadual, só que não contou, ficou mais de um ano sem pagar aos funcionários. Seu grande equívoco que levou a uma intervenção estadual.

A intervenção Estadual teria tido resultado positivo se a Santa Casa não fosse entregue a políticos mas, infelizmente, foi.
Agora, o esquecido Dom Pedro (HDPA) é querido e disputado por grupos empresariais médicos ligados à Oncologia, Banco de Sangue e Cirurgia Cardíaca.

Mesmo contando com a ajuda do Governo estadual na pessoa do Ilustre Secretário da Saúde Dr. Jorge Solla, inexplicavelmente, segundo dizem, a Mesa Diretora da Santa Casa, recusa uma ajuda de mais de 300.000,00 reais/mês, referentes a pagamento de mais de 21 médicos e medicamentos.

Ajuda Estadual que poderia ser aumentada segundo afirma o Secretário Estadual da Saúde, Dr. Jorge Solla.
Só há uma resposta: o Estado, através da Universidade Estadual, seria, com certeza, um entrave aos interesses de grupos médicos supracitados e a políticos insensíveis à causa social.

É importante lembrar que o único Provedor da Santa Casa, conseguiu junto ao Governo Federal mais de seis milhões de reais para dotar o HDPA de equipamentos de ponta além de implantar uma moderníssima UTI e reformar as enfermaria e tentar construir um moderno Centro Cirúrgico.

Acontece que esta verba é Federal e deve ser disponibilizada para o povo carente que só pode contar com o SUS e isso será cobrado, estaremos amanhã, 6/08/2007, solicitando aos ilustres Promotores da esfera Estadual e Federal, providências para que este absurdo impasse não venha a vitimar mais pessoas inocentes e vítimas de insensibilidade por parte de políticos e empresários médicos que só pensam em aumentar suas fortunas sem pensar num equacionamento racional e justo da medicina.

Enquanto os homens e mulheres insensíveis impedem a união do HDPA ao Hospital Clériston Andrade, muitas pessoas são mal atendidas e até ficam sem serem atendidas podendo até morrer à porta dos hospitais, como recentemente morreu uma senhora de mais de 89 anos, indevidamente transferida de um hospital de Itaberaba, para o Hospital Clériston Andrade.

Eduardo Leite
eduardoleite@gastroajuda.com.br

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