
Passados mais de três meses do tão esperado governo Wagner, infelizmente, saímos da euforia, pela bendita derrota do desgoverno do PFL, agora Democratas (?), e passamos a sentir o gosto amargo de uma ressaca que se faz acompanhada pela incompetência ou traição.
Refiro-me em especial a estas duas importantíssimas secretarias: a da Educação e da Saúde.
Ambas, necessitando de uma reestruturação significativa. O primeiro sinal de incompetência ou traição do atual governo é seguir a detestável e inconseqüente prática do PFL de nomear para cargos de chefias, profissionais cujo perfil é eminentemente político ou fisiologista.
Um simples exemplo em relação à secretaria de Educação que nomeia para diretoria das escolas professores ligados às correntes partidárias das coligações políticas. Desconsiderando a vontade dos professores e dos alunos e pais das referidas escolas.
A campanha salarial é prometida aos berros histéricos nos palanques de campanha e esquecida no conforto e nas mordomias dos luxuosos gabinetes e palácios.
O salário dos professores da rede básica, secundária e universitária de tão aviltantes, beira à irracionalidade de qualquer ser pensante.
A secretária de Saúde, nós surpreende ao vermos um técnico, Dr. Jorge Solla, de tão valoroso passado político e cujo currículo profissional nos encheu de esperança, priorizar transplantes e outros procedimentos de alta complexidade num estado falido no tocante a uma política de saúde tão corrupta onde faltam mais de mil e setecentos leitos de UTI.
Onde numa cidade como Feira de Santana não se pode operar uma próstata, um câncer de estômago ou tirar um simples RX de tórax pelo SUS, com facilidade, mas, ´´estranhamente``, pode-se, com facilidade, fazer uma tomografia computadorizada, uma cintilografia do miocárdio ou um caríssimo tratamento oncológico, algumas vezes discutível, pelo sistema SUS.
Os absurdos e o alto nível de inversão de prioridades da saúde pública na Bahia, nós faz crer, que existe por causa da sana insaciável dos corruptores do empresariado da medicina,com o apoio dos seus governantes, tão explicitamente constatado nestas falsas cooperativas, criadas para burlar o famigerado e corrupto sistema REDA.
Em relação aos gritos histéricos com punhos cerrados, olhos exoftálmicos que caracterizam os discursos e as promessas de campanhas contra este sistema REDA, contra estas falsas cooperativas e dos imorais salários dos servidores da saúde e outros servidores, os mesmos, já fazem parte do esquecimento e agora a triste realidade passada, infelizmente, é a mesma no atual governo.
Tão semelhante, apesar das falsas maquiagens que são feitas, como este disfarçado concurso para REDA, tentam encobrir o prometido e necessário concurso para contratação dos servidores da saúde.
A justa reposição salarial, negada, tem como desculpa a falta de recursos e os erros do governo anterior, falácia, idêntica a todo governante incompetente ou traidor.
A classe médica deve mostrar o mínimo de dignidade e repudiar estas e outras falsas cooperativas, exigir concurso para contratação efetiva aos quadros da secretaria da saúde, com um salário digno e uma política de saúde que venha melhorar a criminosa situação em que se encontra a saúde pública na Bahia.
Recursos sempre existem quando há competência voltada para as prioridades e zelo com o erário público.
Só para citar um exemplo: se a prefeitura joga mais de vinte milhões de reais no carnaval de Salvador e o Governador Wagner, já disse que os recursos do próximo carnaval serão maiores...
Menos recursos para festas e publicidade, já seria um bom começo para quem se diz competente e cumpridor dos princípios da ética e da moralidade, que todo homem público deve ter como condição sine qua non, no exercício das suas funções ou como simples cidadão.
Como diria Rubens Alves : ``Não há evidências para otimismo, mas há espaço para a esperança´´.
Eduardo Leite
eduardoleite@gastroajuda.com.br









