DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO? SOU CONTRA.





Há no mundo todo uma manifestação considerável a favor do aborto. O argumento mais usado pelos defensores desse ´´direito``da mulher tem como carro chefe o alto índice de mulheres que morrem ou ficam sequeladas pelo aborto realizado de forma inadequada em clínicas clandestinas ou por curiosas.

Partindo da premissa de que nenhum de nós pediu para nascer, nenhum ser, sem condição à manifestação consciente ou inconsciente, como já fomos,deve ser impedido de viver.

Já existe um número excessivo de gravidez, dita irresponsável que resulta em aborto clandestino ou não.A descriminalização do aborto,com certeza,aumentaria e muito o número de gravidez irresponsável,principalmente,entre adolescentes.E, isso resultaria em custos e outros graves problemas. Deveria,sim,para evitar o número de abortos clandestinos e gravidez indesejável, mais conscientização nas escolas e na própria família.

Prevenção,sempre, é a mola mestra de serviço de saúde pública com menos gastos e mais eficiência.principio básico. O nosso sistema de saúde pública já é caótico e contribuiu sobre maneira para o aumento da Mistanásia-a morte do cidadão pela ausência dos serviço público de assistência á saúde. Com a descriminalização do aborto esse serviço,sem dúvidas, seria sobrecarregado,encarecido e mais deficitário.

Mais não é esse o nosso argumento principal. Uma mãe que aborta torna-se vítima do seu ato,quer queira quer não,o aborto é a retirada de um ser vivo - e consciente cientificamente,seu sistema neuronal está em desenvolvimento,atrofiado,sim, mas, perceptivo a depender da sua fase embrionária,para mais ou para menos-.

O trauma de uma mãe que aborta é exemplificado nesse depoimento a seguir: ´´ Eu tenho um fantasminha que me segue em todos os lugares. Ele se transforma. Algumas vezes é um bebê, outras tem entre 1 e 3 anos de idade, algumas vezes - a maioria ultimamente - ele é um adolescente.
Eu tinha 34 anos quando matei o meu filho. Se tivesse deixado ele viver, ele teria nascido em agosto, no mesmo mês que sua mãe. Não há um momento de minha vida que ele não está comigo. Nosso relacionamento tem mudado. No passado, sempre o via como meu acusador ou meu juiz. Hoje, meu filho morto já não é mais meu juiz, mas um fantasma muito triste, cujo sorriso eu jamais vi´´.

A cicatriz de um trauma existencial resultante de um aborto pode trazer problemas não só psicológicos como orgânicos para o resto da vida de uma pessoa.

Concluindo, reafirmo, que o esclarecimento, a educação preventiva para uma gravidez responsável deve ser prioridade na construção de uma sociedade mais justa e igualitária para todos. Tirar uma vida, por irresponsabilidade fruto de uma ação inconseqüente, não justifica a aceitação de um reparo criminoso com chancela governamental.

Eduardo Leite

www.eduardoleite.blogspot.com

gastroajuda@hotmail.com

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Um comentário:

J Araújo disse...

Eduardo, com certeza deve mesmo ser um fantasma para a mãe desnaturada que faz aborto.

Um post com cenas muito forte.

abraço

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