REFORMULAR O HOSPITAL CLÉRISTON !(?)


Nos últimos dias tem sido comentadas sugestões a respeito de mudanças no futuro hospital pediátrico sob responsabilidade do Estado da Bahia (H.P.E.BA).

Entendidos sugeriram que o H.P.E.BA fosse transformado em um novo hospital geral e que o Hospital Clériston fosse transformado num ambulatório ou centro de diagnóstico.

Alguns argumentaram, defendendo essa idéia, que não haveria tantas crianças para tantos leitos do novo hospital, 280 leitos, haja vista que na enfermaria do Hospital Dom Pedro, os 26 leitos andavam quase vazios, da mesma maneira que o Hospital Municipal da Criança, com capacidade para 68 leitos, só tinha 30 leitos em funcionamento.

Considerar a enfermaria pediátrica do HDPA e o Hospital Municipal da Criança, como capacitados para um atendimento digno e eficiente, é não ter a mínima idéia do que é um hospital pediátrico e da carência em pediatria na nossa região.

Aos que pensam que o H.P.E.BA foi concebido só para Feira, estão perdoados, pela desinformação. A construção desse novo hospital é para ser referência em alta complexidade em pediatria para todo o estado, portanto, sua capacidade está bem dimensionada.

Mudar o Clériston para o H.P.E.BA , alegado sub dimensionamento e falta de estrutura, não faz sentido, pois há área suficiente para ampliar o número de leitos podendo chegar a um total de mais 500 leitos, assim como ampliar o ambulatório e mais três novas UTIs, sendo uma para neurologia, outra para pacientes queimados e uma para Dor Torácica.

Uma sugestão que demos ao Dr. Jorge Solla, quando tomamos conhecimento do projeto do H.P.E.BA, era de em vez de fazer um hospital pediátrico que se construísse uma Unidade Materna Infantil (UMI ou HMI), onde as pacientes gestantes de alto risco deixassem de ser atendidas no Clériston e tivessem uma unidade moderna e bem estruturada para atender a estas mães e seus recém-natos.
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Causa preocupação a falta de profissionais médicos com especialização em pediatria para atender no novo hospital, principalmente, por falta de incentivo do poder público em disponibilizar novas vagas em cursos de especialização nas diversas áreas da pediatria.

O que lamentamos é que nos governos de Antônio Carlos Magalhães, Paulo Souto e Cezar Borges, sem esquecer do nefasto período de Nilo Coelho, foram desprovidos de sensibilidade e visão administrativa em relação à saúde pública no nosso Estado, o que gerou esse verdadeiro caos, de difícil solução.

Lamentamos, mais ainda, que o atual governador está tendo muita dificuldade na reconstrução da saúde pública e não podemos nos conformar que até hoje a reforma da cozinha, da Central de Esterilização de Material, do Centro Cirúrgico, do novo Necrotério, da Enfermaria de Neurologia e de novos leitos de UTI do Hospital Clériston , assim como outras reformas e ampliações que havíamos planejado, estão paralisadas e outras nem foram iniciadas.

Tomei conhecimento, em 2007, do excelente plano estadual de fazer em Feira de Santana o segundo maior centro de saúde pública estadual, com a construção de um Centro de Diagnóstico de Imagem, com Tomografia e Ressonância Magnética, PET Scan e Ultra Som de alta definição, um Banco de Sangue com capacidade de processamento de derivados do sangue , uma unidade Oncológica com Radioterapia e um Serviço de Hemodiálise.

Todo esse projeto seria construído junto ao Hospital Clériston, cuja capacidade seria aumentada para mais de 400 leitos. O projeto estaria orçado em 250 milhões de reais, bem menos do projeto do novo estádio de futebol que substituirá o da Fonte Nova, para a copa de 2014.

Finalmente, um projeto de saúde pública aproveitando o grande potencial de Feira de Santana, que resultaria em baixa de custos e grande resolutividade, desafogando os hospitais de Salvador.

Caso esse projeto fosse inaugurado, com certeza, seria a maior obra do governo Wagner que mais benefício traria para a saúde pública de todo a Bahia.
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Infelizmente, apesar do esforço e competência do secretário Jorge Solla, somos obrigados a constatar que esse sonho está cada vez mais distante e o caos na saúde do nosso Estado cada vez mais presente. Infelizmente.

Eduardo Leite
eduardoleite1949@gmail.com
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Um comentário:

Luciana Quinteiro disse...

Querido Eduardo, desde o dia que deixou a Diretoria do Cleriston, nao houve se quer uma visita da nova diretoria as unidades internas do HCA. Nada sabem. Nao conhecem a realidade do hospital que dirigem. As ordens sao todas verticais e por isso, sem significancia na melhoria no atendimento. A desvalorizaçao daqueles que passam o dia na labuta, é imoral e desestimulante. Em fim, é o verdadeiro caos.

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