A RESPEITO DE PRIORIDADES, MICARETA E PROCESSO.




Postos de saúde sem médicos, Policlínicas são cinco, sem pediatras e com um único médico para atender de criança recém nascida a idosos, sem laboratório e sem RX, fazem parte do cotidiano de uma cidade com mais de 600 mil habitantes.

Um hospital pediátrico, com capacidade para atender a 68 pacientes, arrasta-se sem UTI, sem atendimento de urgência e com mais de 50% da sua capacidade desativada.
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.Marcar uma consulta, com brevidade, com o oftalmologista, neurologista, pediatra, cardiologista, endocrinologista e outros especialistas é quase igual a acertar na loteria.

Há um único hospital de emergência 24 hs para atender esses 600 mil habitantes e mais 81 cidades pactuadas com a prefeitura de Feira, serve para compensar toda a deficiência de uma assistência pública de fachada.

Uma cidade do porte de Feira, onde fazer uma cirurgia de próstata, de vesícula e uma simples biópsia de mama pelo SUS é quase impossível, porém é fácil fazer uma mamografia,demonstra uma distorção, que deve ser investigada.


Sem programas eficientes para pacientes portadores de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, resulta em um Hospital Clériston, com uma população considerável de sequelados de AVC e amputados, além de mais renais crônicos, que lotam as clínicas de hemodiálise, estas, por sua vez, não realizam transplante renal.

Como se não bastasse esse lamentável quadro, vivemos um agravamento dos casos de dengue e outras viroses pós carnaval de Salvador, que lotam todos os hospitais e consultórios da cidade.

Como desculpa, culpam as chuvas e esquecem as dezenas de agentes de endemias desviados das suas funções na época das eleições, daí o vergonhoso aumento dos casos de dengue .

Diante dessa triste realidade, esperaríamos ansiosos, por parte de um prefeito médico, prioridade para melhorias da saúde pública. Mas não, a festa é muito mais importante.

Realiza-se pois, uma mega festa no curso de uma preocupante epidemia de dengue e outras viroses, cujo custo fará falta na contratação de médicos, enfermeiros, psicólogos, técnicos de enfermagem , nutricionistas e outros profissionais que compõem uma equipe de saúde, para atender a esse acréscimo de demanda.

Aos que me criticaram pelo meu alerta, sugiro consultar especialistas em infectologia e a visitarem os hospitais da cidade.

Sugerir o adiamento dessa festa para uma data oportuna foi uma atitude cidadã e compromisso profissional. Se isso motivou a intenção de me processar, que venha o processo! A justiça dirá quem é o irresponsável, incompetente e mentiroso.

Eduardo Leite
eduardoleite@gastroajuda.com.br.
PS: os quarenta outdoors alardeando a micareta do século, não superarão os seis do nosso alerta. O que importa não é a quantidade, e sim o verdadeiro interesse que essas mensagens querem propagar.
A RESPEITO DE PRIORIDADES, MICARETA E PROCESSO. A RESPEITO DE PRIORIDADES, MICARETA E PROCESSO. Reviewed by Eduardo Leite on 2:22 AM Rating: 5

3 comentários:

Leedyan disse...

Que venha o processo, afinal a verdade sempre vem a tona.
Parabéns mais uma vez por se preocupar com o nosso povo.
Pena termos perdido um Diretor tão competente no HGCA.

ney didan disse...

CARTA DO CIDADAO.

Venho por meio deste, cumprimenta-lo, pelo excelente espaço de discussão assim expressados no seu blogger, sobre temas relacionados com a medicina e outros temas sociais.sendo o único em referencia no município que, discute a saúde de forma transparente e real, parabéns.Sou morador da cidade de Barueri SP, faço parte da composição de conselhos de gestão participativa no SUS, e idealizador e criador do movimento popular de saúde da cidade, MOPSAB,criado justamente, para buscar incessantemente a transparência, na luta da efetivação da legislação do SUS,e da melhoria de atendimento a saúde publica naquela cidade, que famosa por sua riqueza e seu PIB, e chamada de cidade modelo,onde camuflados partidos politiqueiros,de interesses sórdidos, que por meio das impressas marrons maquiam escondendo a realidade, ficando longe da verdadeira situação no município, neste trabalho, provoquei a atuação do ministério publico estadual e Federal, na inúmeras irregularidades apresentadas enfim, o meu interesse ao escrever nesta matéria, foi motivado por ser nascido nesta cidade, e estando no município não poderia deixar de observar a precária situação de saúde,mas com maior relevância a situação de atendimento de urgência e emergência de media e alta complexidade com referencia pediatria,onde por força do destino passei um lamentável episodio com uma cidadã e seu filho,episodio este que gostaria de relatar.Na sexta feira passada, fui com uma amiga com seu filho de 3 meses,que esta com problemas respiratórios, ao atendimento de urgência e emergência do Dom.Pedro chegando lá, observamos a ausência de pediatra em plantão,seguimos em algumas policlínicas e o mesmo ocorreu, não tinha pediatria,tentamos passar no hospital da criança onde informaram que o atendimento é,`` porta fechada``, isto é, o pediatra da emergência do município são os que encaminham a referencia,para finalizar o único atendimento que ocorreu neste dia foi de um medico em plantão no Feira Tênis Clube, que em atendimento de casos de Dengue,abriu a exceção para atender a criança, onde verificou que a criança estava possivelmente de infecção respiratória, que para confirmação e tratamento adequado,teria de ter urgência para o mesmo,como não tinha pediatra no município, a mãe levou para casa e ontem, foi ate a policlínica do Parque ipê, onde apenas o clinico geral atendeu dando nebolizaçao, e solicitando que a mãe levasse a criança ao posto de saúde na segunda feira, para o pediatra de atendimento primário,que possivelmente o encaminhará para uma referencia,e ate hoje Domingo dia 03/05/2009, a criança não teve atendimento e o quadro é agravante, vejam você o retrocesso e ilegalidade da pratica desumana dentro do SUS em Feira,um crime de negligencia de atendimento não humanizado, sem nenhuma equidade, integralidade, entre outros,conceitos básicos, isto é ``CRIME``o que estão promovendo a saúde das crianças no município, Onde agora é confirmado o motivo que,o próprio Ministério da Saúde, divulgou que o município de Feira é O maior em índices de mortalidade infantil de óbitos vivos e fetais do`` BRASIL``,como cidadão brasileiro e nascido nesta cidade não poderia de ficar omisso a tanta atrocidade, principalmente como militante as causas sócias e dos princípios dos SUS e das leis Sanitárias no Brasil,Por tanto, alem do relato, venho solicitar informações se há alguma processo ou Inquérito civil estadual e Federal, sobre o texto que informou, sobre atendimento em saúde?pois estarei protocolando ao ministério publico denuncia em varias ares de saúde, no município, farei manifesto e abaixo assinados contra o descaso publico,se já há algum procedimento gostaria de fazer juntada aos autos, se já estiverem autuados.
Sem mais,
Deixo meu protesto de consideração.
Josenilson Aragão Cerqueira
O cidadão

Denis disse...

Barueri, 24/06/2009

Há cerca de 30 dias, internei minha mãe no SAMEB - Serviço de Assistência Médica de Barueri.

Bom, aí começa uma luta...

Após a internação, sob o diagnóstico de Pneumonia e sem mais explicações o médico a deixou em um quarto sozinha até que os exames ficassem prontos. Demoraram três dias, eu fiquei junto com ela nesse quarto até que uma enfermeira foi ver como ela estava e colher outros exames. Eu a perguntei para que eram os exames, e para minha surpresa ela respondeu que eram para comprovar ou descartar a suspeita de Tuberculose.

Pasmo, eu disse: Nossa! Mas se a suspeita é de tuberculose eu não poderia estar aqui dentro sem proteção! Fiquei mais passado ainda quando ela me respondeu que sim... Mas até então pensei que ela fosse me dar uma máscara ou qualquer coisa do tipo, mas nada disso aconteceu.

Os exames deram negativos e voltamos à Pneumonia. Minha mãe saiu do isolamento e foi para a enfermaria 01 - leito 03, e ficou lá por mais cinco dias. O médico - Dr. Paulo, código de número 55 - falou que o pior já tinha passado e que agora a situação era mais do “psicológico”, no dia seguinte ele deu alta para minha mãe, que saiu do SAMEB de cadeira de rodas... Cheguei em casa com ela naquele estado.

Horas depois ela teve uma crise e voltei para o SAMEB, onde fomos atendidos pela medica “Simone”, a qual pediu um Raio-X. Quando ficou pronto levei-o para a mesma avaliar o quadro, observando o mesmo falei para ela que minha mãe já estava internada anteriormente e que o médico havia dado alta. Voltando ao Raio-X, ela o colocou sobre a luz, olhou, colocou a mão sobre a testa e pensou em voz alta: Não acredito que ele não viu isso! Assustado, eu perguntei: O que foi doutora? Ela me disse um termo médico então a pedi para simplificar. Ela me disse sem rodeios que a aparência do pulmão de minha mãe era de uma carne morta!

Mais uma vez minha mãe foi internada e a cada dia que passava o quadro foi ficando cada vez pior, de uma mulher que chegou andando vi minha mãe não ter forças para levantar, usando fraudas e sonda ficou desse jeito por mais cinco dias, até que um filho de Deus pegou o prontuário e disse que era para transferi-la para o Hospital Municipal, o que demorou dois dias.

Cheguei com minha mãe ao Hospital Municipal de Barueri no domingo, dia 07/06/2009, de um jeito deplorável. Assim que entramos os enfermeiros e o médico pediram para eu esperar ao lado de fora, meia hora depois o médico me disse que o caso e minha mãe era muito grave, que foi identificada uma desidratação por falta de aproximadamente 2 litros de líquido no corpo, ela estava na UTI, havia sido entubada e estava em coma induzido... Imagina o meu desespero.

No dia seguinte, um pouco mais calmo, perguntei ao médico qual era o quadro para que tudo aquilo estivesse acontecendo. Ele me disse sem cerimônia alguma, na frente de alguns amigos meus, que minha mãe já deveria estar em um hospital há mais tempo, que o quadro de Infecção Hospitalar era muito forte e que tudo que ele poderia fazer seria feito.

Perdi minha mãe no dia 15/06/2009 às 03h50min por conta de uma IH adquirida no SAMEB, e por incompetência de uma pessoa que não fez um diagnóstico correto e pensou que em uma enfermaria sem especialistas poderia fazer alguma coisa. Ele vai continuar clinicando, mais eu vou ficar sem minha mãe... Não que um dia ela não fosse morrer, mas saber que um descaso desses antecipou tudo isso é revoltante!
Notifiquei o caso à médica chefe do SAMEB no dia 17/06/2009, a qual disse que iria verificar o que aconteceu e entrar em contado comigo, mas até hoje não recebi informação alguma a respeito.

Att.,
Edinilson Costa Leite – Cidadão Brasileiro
e-mail: denílson_egbara@hotmail.com

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