Domingo, Dezembro 30, 2007

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES DE FINAL DE ANO


É o Hospital Clériston Andrade, atualmente, o mais estratégico hospital da rede pública estadual da Bahia.
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Mesmo contando com cidades de médio porte, como Serrinha, Irecê, Xique-Xique, Ipirá, Itaberaba, Cruz das Almas, Jacobina, Seabra, Conceição do Coité e outras, a rede pública municipal destas cidades é bastante deficitária, principalmente nos finais de semana.

Atribuir ao HCA às deficiências no atendimento de urgência tem sido a maior preocupação do governo municipal feirense.

É sempre esclarecedor, lembrar a todos que a saúde pública no nosso país é bancada pelo Governo Federal e, este, junto ao Governo Estadual, determina quem será o co-gestor destas verbas.

No caso da maior cidade do interior da Bahia, é Feira de Santana a responsável pela assistência médica básica, de média e alta complexidade para os feirenses e também para as 126 cidades pactuadas, neste caso, Feira, via SMS é a responsável pela assistência médica de média e alta complexidade para estas cidades.

Para isso a SMS recebe as verbas federais e contrata 33 prestadores de serviços, entre estes, estão o HDPA, o HCA, os prestadores de serviços privados e os tão divulgados e precários 101 postos da prefeitura e as desestruturadas quatro poli-clínicas, estas, tão vistosamente expostas em propaganda enganosa via rede televisiva.

Conta também com vários postos de PSF (Programa de Saúde Familiar) e o SAMU, ambos, bancados com verbas federais e repasse estadual.

Com a mudança de governo, depois de vinte anos de propagados desgovernos, mantidos às custas de vultosas verbas publicitárias, onde a corrupção reinou nas diversas secretarias e autarquias como a EBAL, SAC e outras, por exemplo.

Mas na SESAB (Secretaria da Saúde), o desmando foi muito grande pois, esta importante secretaria foi usada como moeda política e fonte de enriquecimento ilícito para alguns dirigentes.

É só investigar as fortunas emergentes de parte significativa de alguns ex-diretores de DIRES e hospitais do estado, secretários da saúde e ex-governadores.

De parceiro no passado no jogo político, o HCA, passou a ser alvo de campanhas difamatórias e inimigo público municipal.

Falar que estes governantes do passado foram incompetentes é um fato comprovado da mesma maneira que é fácil comprovar, que eles foram extremamente competentes em degradar uma importante Secretaria como é a SESAB.

Mesmo com todos os problemas e pendências do HCA resolvidos, continuaremos a ter sérias dificuldades no atendimento, caso a prefeitura de Feira e as demais 126 pactuadas continuem com atendimento precário na rede básica, na rede de média complexidade e nos PSF.

No caso de Feira, a prefeitura deve ser alertada de que quatro policlínicas desestruturadas é muito pouco.

Necessitamos de 10 policlínicas com quatro médicos, preparados, nas áreas de clínica médica e pediatria. Estas policlínicas seriam distribuídas em pontos de convergência para uma população estimada de 60.000 mil habitantes.

Os 101 postos seriam reduzidos para 50, contanto, que contassem, com médicos treinados e que permanecessem trabalhando no horário acordado. Para isso, uma política salarial condizente seria adotada para todos os servidores da saúde.


Ter a consciência de que o HDPA deve ser priorizado em ajuda para atender a demanda da emergência da região é antes de mais nada, uma obrigação moral, superior ao agrado a grupos de empresários da doença que deste hospital só estão interessados no ganho fácil.

Na realidade, o que há, é uma política de saúde equivocada onde o que realmente importa é o que não resolve a contendo e aparece na mídia, como é o caso da medicina dita curativa, ao passo que, a medicina preventiva que resolve e, não aparece aos olhos dos que não estão preocupados com o bem público, como os investimentos em saneamento básico e prevenção das doenças.

Um exemplo bem claro destes absurdos do poder público : calçamento de ruas sem esgoto e viadutos que caracterizam o ego dos donos dos umbigos maiores do que o verdadeiro servir à comunidade que os elegeu como representantes.


Eduardo Leite
gastroajuda@hotmail.com
www.twitter.com/gastroajuda

Sábado, Dezembro 08, 2007

SAÚDE PÚBLICA NÃO É MOEDA POLÍTICA.



O que mais vi ao longo de 32 anos como médico, foi o uso indevido, covarde e corrupto da saúde pública em benefício dos empresários da doença e dos políticos que se dizem honestos e comprometidos com os seus eleitores.

A Saúde Pública é bancada pelo Governo Federal que disponibiliza as verbas aos Estados e Municípios.

No nosso caso, em Feira de Santana, a saúde é responsabilidade da Prefeitura que por sua vez tem convênio com mais 126 municípios para procedimentos de média e alta complexidade.

Para atender essa demanda que atinge quase quatro milhões de habitantes a Prefeitura de Feira compra serviços de 33 prestadores.

Entre esses prestadores há o Hospital Clériston, o HDPA, Casa de Saúde Santana, HTO, Clínicas de Hemodiálise, Oncologia, e clínicas de meios de diagnóstico e outros serviços.

Caberia ao gestor público municipal gerir com competência estes recursos federais e um efetivo controle sobre os gastos com procedimentos ditos de alta complexidade, estes, responsáveis por 70% destas recursos e, que melhor remuneram...

O Hospital Dom Pedro, secular entidade filantrópica, nestes últimos trinta anos, foi absurdamente usado por políticos e empresários da doença.

Políticos e empresários que quanto mais ficavam à frente da Santa Casa, cresciam politicamente e enriqueciam com facilidade, na proporção inversa, esta secular instituição entrava em crônica decadência.

O HCA e a 2ª. DIRES, ao longo destes últimos 20 anos, também foi vítima desses vampiros e falsos homens e mulheres públicos, que com a mesma avidez e falta de princípios éticos que sugaram o HDPA, voltaram as suas presas contra estas importantes instituições estaduais.

Tentar encobrir a incompetência do gestor municipal no tocante à saúde pública, responsabilizando O HCA, tem sido a principal preocupação do governo municipal.

Os precários postos de saúde, PSF incompetentes e as policlínicas insuficientes e mal equipadas do município de Feira e região, geram uma multidão de doentes crônicos que sobrecarrega o HCA e HDPA.

Criar 10 policlínicas equipadas com RX, exames de laboratório e treinar equipes de PSF, disponibilizar os postos de saúde com uma nova metodologia operacional, interligando esses postos às policlínicas com informatização, além de disponibilizar para o HDPA prestação de serviços para procedimentos de alta complexidade, Oncologia, Hemodiálise e Banco de Sangue, sem a intermediação de empresários da doença seria uma prova inconteste de um gestor preocupado, de fato, com a comunidade.


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Feira de Santana, Bahia-Brasil
Médico e motociclista. Este Blog tem por finalidade expor minhas idéias e pontos de vista sobre temas relacionados com a Medicina, Psicologia, Filosofia, Motociclismo e temas sociais.

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