A BEM DA VERDADE, SOBRE O CAOS NA ASSISTÊNCIA MÉDICA EM FEIRA.

O Hospital Clériston Andrade, continua sendo vítima de acusações de mau atendimento, negligência e falta de médicos.

Mudou o governo, mudou a direção e o caos continua. Por quê? O que falta para que haja uma melhora substancial no maior hospital de emergência do interior da Bahia? De quem é a culpa, por tanta deficiência que resulta num verdadeiro inferno no tocante ao atendimento de urgência, em especial nos finais de semana?

Nunca podemos deixar de lembrar de que, simplesmente dilapidaram o HCA, equipamentos sem manutenção, desvio de medicamentos dentre os mais absurdos e criminosos meios administrativos, como licitações superfaturadas e outros desmandos.

O uso deste importante hospital como moeda política e, sem pensar no futuro, fez com que o HCA se tornasse deficitário e de difícil controle.

Reestruturá-lo é uma tarefa extremamente difícil e leva tempo. Acontece que já se passaram 10 meses no atual Governo e, o povo, com razão, perde a paciência.

É de fundamental importância que alguns esclarecimentos sejam do conhecimento da população de Feira e da região de 126 municípios a qual o HCA faz parte como hospital de média e alta complexidade em algumas especialidades médicas.

Com a modificação da assistência médica pública via SUS, a cidade de Feira de Santana passou a ser a responsável pelo atendimento médico via Governo Federal, para atendimento hospitalar de média e alta complexidade para estes 126 municípios.

O HCA passou a ser um dos prestadores de serviços que compõem a rede pactuada com a Prefeitura de Feira. Rede essa composta pelo HDPA, Hospital da Mulher, Hospital da Criança e mais 33 clínicas e meios de diagnósticos conveniados.

Quase 70% da verba federal para a saúde são destinadas a serviços ditos de alta complexidade cuja remuneração é vantajosa para quem explora estes serviços.
Já o atendimento básico e de baixa complexidade , tão importante, não é valorizado. Representa 30 % das verbas do SUS e atinge a uma populção numericamente mais expressiva que, se tivesse um bom atendimento, diminuiria e muito os custos na cara alta complexidade.

Temos aí o primeiro e grave erro por parte do Governo Federal. Que cede a grupos de lobistas que representam os empresários que lucram com a doença.

Estes serviços de alta complexidade, cuja remuneração é lucrativa deveriam ser disponibilizados para as Santas Casas e demais entidades verdadeiramente sem fins lucrativos.

A falta de critérios para os ditos procedimentos de alta complexidade e de altíssimos custos, estão inviabilizando o atendimento médico público.
Pois, a falta padronização nas condutas e controle sobre certos tratamentos que, em muitos casos os resultados são bastante questionáveis .

As prefeituras ficam com poucos recursos para o importante atendimento básico, como prevenção, atendimento ambulatorial e o PSF (Programa de Saúde da Família ) .

Mas, cada prefeitura, independentemente, dos baixos recursos poderia fazer bem feito a sua parte. Dando prioridade ao atendimento básico, saneamento sanitário e outras medidas de prevenção.

É importante que se tenha em mente que o mais importante é ter um atendimento de qualidade e, para isso, deve-se contar com profissionais da saúde com treinamento adequado, que estejam motivados e comprometidos com a comunidade.

No nosso caso, em especial, a Prefeitura de Feira, se vangloria de ter inaugurado inúmeros postos de saúde.

Pergunta-se são eficientes? O atendimento da rede básica do PSF resulta num controle efetivo dos pacientes crônicos?

Os profissionais da saúde são bem treinados? Gozam do reconhecimento da população? Qual o grau de compromisso destes profissionais com a comunidade?

Quanto ao atendimento de urgência. As quatro policlínicas da prefeitura são suficientes? Estão bem equipadas? O número de médicos é suficiente? O atendimento é de qualidade?

Por que o HDPA não presta um serviço hospitalar de urgência? Funcionando apenas como um deficitário ambulatório 24hs. ?

Por que a Secretaria de Saúde do Município não disponibiliza as verbas extras do Governo Federal para que o HDPA seja um efetivo hospital de emergência e com isso o atendimento no HCA venha a ser mais eficiente?

Por que a UTI do HDPA que já recebe verba federal para 12 leitos só disponibiliza 6 leitos? E, mesmo assim, só para pacientes cardiopatas ?
Por que a Secretária do Município de Feira, que já foi Diretora Geral do HCA procura livrar a responsabilidade de um servidor-fantasma do HCA e grande empresário da doença, emitindo documentos falsos a um órgão Federal?

O que leva uma Secretária Municipal a cometer tamanha ilicitude? Quem lucra em responsabilizar o HCA pelo caos na assistência médica na nossa região? O que está por trás das campanhas que se empenham em denegrir a atual Secretaria Estadual de Saúde?

Estas e muitas outras questões devem ser respondidas assim como a população deve ser bem informada de que existem vários responsáveis pelo caos na saúde pública.

E, que fique bem claro, além do Governo Federal, por ordem de importância, é a Secretaria de Saúde do Município de Feira, a grande responsável pelo caos na assistência médica na nossa região.

Eduardo Leite
eduardoleite@gastroajuda.com.br
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